ENTREVISTAS

Aqui estão algumas perguntas que fui respondendo ao longo dos lançamentos dos livros, para alguns blogueiros. Por favor, se tiverem alguma pergunta só enviar que ficarei maravilhada em responder. 

 

 Martinha, primeiro você surgiu como blogueira, fazendo resenhas. Como foi dar o passo de resenhista para escritora de contos e romance?

Na verdade verdadeira, o Tapete Vermelho foi escrito antes de eu sequer me aventurar no mundo blogosférico. Eu tive um momento mágico de inspiração e escrevi em três meses o livro. Deixei ali, engavetado devidamente no PC. Para conseguir testar o potencial dos meus textos, e saber se as pessoas poderiam curtir meu estilo, acabei escrevendo as crônicas intituladas "Divagações de Martinha". A ideia de promover uma coluna semanal foi totalmente da Lilith que acabou me abrindo um grande espaço na internet, já que seu blog era bombado. Depois fui me aventurando pelos contos singelos...e daí...

 

Sabemos que você tem contato com vários leitores com diversos gostos literários. Isso, de alguma forma, a incentivou a escrever?

 Sabe que os contos foi um lance que surgiu de ideias das próprias leitoras, né?! Eu fiz uma divagação sobre os costumes de épocas que lemos tanto em nossos livros históricos e as meninas sugeriram ou perguntaram se não havia um livro onde um lorde do passado acabasse em nosso século, tipo Kate & Leopold, o filme. Daí, resolvi criar uma história e ir postando capítulo por capítulo no blog. Então...o incentivo a escrever mais e mais surgiu daí.

 

Quem são suas inspirações?

Bem, eu tenho minhas divas absolutas que serviram de inspiração para o meu estilo de escrita. Não que eu esteja pretendendo me igualar, mas foram estas autoras que criaram um conceito de romance na minha cabeça. Nora Roberts sempre. Amo os romances dela. Alguns melhores que outros, outros nem tanto. Judith McNaught, simplesmente maravilhosa na arte de criar roteiros e personagens inesquecíveis. Linda Howard, Sandra Brown, com seus romances policiais e intensos. Essas são as que sempre me vem à cabeça quando penso de onde surgiu a fonte de inspiração.

 

Tipos de livros que você mais gosta de ler?

Romance. Pode colocar aí bastante romance florzinha. Gosto mesmo. Passei a ler devorando os romances de banca. Lia escondido, trocava com uma amiga minha às escondidas, guardava embaixo do colchão. Sempre fui louca pelos romances históricos. Alguns eu guardo nítidos na minha lembrança até hoje, por conta das histórias inesquecíveis.

 

Então deixa eu ver....eu leio.... romance, romance e....romance. Espera...e romance de novo. Hahahahaha

 

Não leio livro de autoajuda (nada contra quem lê ), livros técnicos só li na faculdade, biografias eu odeio ( meu marido adora...), não curto ler livros se suspense macabro, então não leio Stephen King de jeito nenhum. Hahahahah

 

E não posso dizer que leio os clássicos históricos brasileiros, porque estaria mentindo. Tipo : "ah, eu leio Dom Casmurro todo dia antes de dormir." Ou "Senhora é meu livro de cabeceira." Não posso mentir descaradamente pra vocês. Já li? Claro. Minha primeira graduação foi em Letras Português, então conheço Machado de Assis como ninguém.

 

 

Muitas pessoas participaram no processo de escrita dos livros?

No Tapete Vermelho meu principal palpitador foi meu marido.

 

No Absoluto, o conceito da história e concepção dos personagens surgiu num domingo de fofoca com uma amiga minha, a Jujuba. Estávamos falando mal das mocinhas dos livros e bla bla bla. Uma discussão acalorada sobre o fato das mocinhas serem tontas e muitas vezes chatas. Daí falei: "Cara...vou escrever um romance onde a mocinha seja tanto bonita quanto inteligente e gente boa."  Minha amiga do outro lado começou a instigar. E eu fui delineando os contornos do livro. Mocinha "prodígio" em direito. Advogado super poderoso e intenso. Paixão explosiva e simultânea. Um toque húngaro pra diferenciar. Daí vou explicar antes que você sequer possa fazer a sinapse da pergunta: Porque o cara é húngaro? Eu tinha acabado de reler os romances da Nora, os irmãos Stanilasky, que são russos. E eu achei fabuloso a dinâmica da família, o mix de cultura e tal.

 

Então, sintetizando, Jujuba e Alessandra passam a mão no livro, corrigindo erros jurídicos, acertando ponteiros e dando dicas de cena daqui e dacolá.

 

O Irresistível eu contei com várias betas e alfas. Hahahaha... captar opiniões sobre determinadas cenas, ou perfis dos personagens é sempre bom. Amplia o nosso horizonte. De todo, quem mais apalpou o Irresistível foi a Jujuba, novamente, porque ela é crítica pra cara...mba... E sempre tinha uma coisa ou outra pra malhar. Daí lá ía eu arrumar o bagulho.

 

 

Porque usar um pseudônimo?

Puxa...essa do pseudônimo eu já respondi várias vezes e adoro explicar a razão. Eu queria algo misterioso. Um nome que pudesse estar na estante de uma livraria e alguém falar: "oh...uau...MS Fayes...que sobrenome diferente..." . E pensei...poxa...se J.K. Rowling, C.S Lewis, J.R. Tolkien, e tantos outros podem ter pseudônimos com suas iniciais, porque eu também não posso? Daí surgiu: M de Marta, S. de Sousa e Fayes do mix de Fagundes e Lopes. O Y no meio foi só pra dar um charme.

 

Outra explicação plausível, porém meio louca. Eu tinha acabado de ler um romance da Sandra Brown, onde a locutora de uma rádio atendia pelo pseudônimo xis e ninguém conhecia a verdadeira dona da voz. Achei o máximo. Falei p editor do Tapete Vermelho e ele vetou a ideia. Droga...jogou água no meu castelinho de areia. Mas enfim, só nos Estados Unidos que uma coisa assim poderia funcionar bem né?! Por exemplo, o tanto de tempo que levou para que as pessoas descobrissem que Sylvain Reynard era um homem? Achei isso o máximo.

 

 

SOBRE TAPETE VERMELHO

 

Como surgiu a ideia de fazer um livro ambientado no show business, como o Tapete Vermelho?

Puxa vida...eu sou completamente fascinada pelo mundinho das celebridades e seu glamour enrustido. Eu reconheço um ator ou atriz de longe , sei os nomes e quais filmes atuaram ( mas não faço versão tiete, hein? Eu simplesmente finjo um "tô nem aí, nem te ligo"). Eu acho interessante imaginar como deve ser a vida cheia de luxo, glamour, festas, barracos, fotos e bla bla bla. Mas adoro imaginar também que ali são pessoas que vivenciam conflitos como os nossos, às vezes. Então eu fantasio pra caramba sobre o assunto. Daí a querer criar uma história plausível foi um pulo.

 

Não pudemos deixar de notar que a mocinha do livro, Marina Fernandes, tem as mesmas iniciais do seu nome. O que mais você colocou de si mesma na personagem?

Caracas...você sabe que isso foi totalmente uma freak coincidência?! Juro. Meu marido sugeriu o nome porque ele acha lindo. E o Fernandes veio de supetão. Tenho algumas amigas Fernandes. Eu queria um sobrenome estrangeiro, mas que soasse algo latino. Fora isso, fiz questão de montar o biotipo bem brasileiro de uma garota brasileira. Calhou que a descrição se assemelha a minha pessoinha. Pode até ser que no meu subconsciente eu tenha ficado pau da vida porque nunca consegui me ver retratada numa descrição de alguma heroína...aí eu quis aloprar...hahahah...acho que a personalidade desprendida dela e o bom humor também são impressões minhas. Não adianta...nós nos colocamos muitas vezes em algumas características e pensamentos de nossos personagens criados de nossa imaginação.

 

Tapete Vermelho é uma leitura voltada para todas as idades, mas você pretende escrever algum romance voltado exclusivamente para o público adulto?

Hell Yeah...hahahah...nada muito hot ou erótico porque não é minha praia...mas já tenho um manuscrito bem bacana que alcança um público mais adulto.

 

Como foi a transição de um livro mais voltado para o chicklit, que era o Tapete vermelho, para o público adulto? Você teve dificuldade com a linguagem ou posicionamento dos personagens?

Foi diferente até mesmo por conta do estilo de narrativa. O Tapete Vermelho foi narrativa em primeira pessoa, sob o ponto de vista total da personagem feminina. Embora eu tenha dado umas nuances de como o James estaria se sentindo.

Fora o fato que é um livro mais juvenil, tipo YA, sem cenas mais aprofundadas do ponto de vista dos lençóis...hahahaha...

O Absoluto já foi em terceira pessoa, então criar o enredo à volta é até mais fácil.

O Irresistível já ficou mais fácil ainda porque o crivo principal do livro 1 já estava feito.

Mas eu não classifico muito meu estilo de escrever com a faixa etária do público e mais pela forma como eu escrevo. Eu sou mais cômica, então gosto da abordagem engraçada em algumas partes, diálogos interessantes, essas coisas. Eu posso até escrever um livro sério, dramático, tenso, mas vai sair com muito custo, porque provavelmente eu vou acabar inserindo alguma coisa engraçada em algum lugar.

 

 

SOBRE TRILOGIA DA LEI

 

 

Alguns falam que os livros da trilogia da Lei são eróticos. Você considera sua trilogia como Erótico?

Não considero de jeito nenhum. Inclusive quando a galera se refere a ele assim eu até estranho. E o que já aconteceu com muitas blogueiras e leitores do Absoluto, por exemplo, foi que realmente pensaram que era um livro erótico, quando na verdade não é.

São românticos, sensuais em algumas partes, florzinhas e clichês se você considerar que falam de uma história de amor com final feliz.

Tive leitores que se recusaram a ler inicialmente achando que fossem eróticos. Quando leram, perceberam que na verdade são mais românticos. Eu me considero uma noviça ao escrever cenas eróticas. Eu prefiro muito mais o lírico, implícito e poético do que o gráfico, escrachado e sem sentido.

Leio romance erótico? Sim. Já li vários. Mas não são os meus habitués. Chega uma hora que a gente cansa de um determinado estilo, certo?

 

Quando você escreveu Absoluto, já tinha em mente uma trilogia ou os personagens foram ganhando vida durante a escrita do primeiro livro?

 

Não tinha em mente uma trilogia. Juro. Eu pensei que seria um livro único, mas daí a Fay e a Lana ganharam contornos tão legais e surgiu o promotor cuti cuti lá num coquetel e, resolvi explorar a alternativa. Eu e Jujuba ainda rimos porque o nome da trilogia fica muito mais cool em inglês, né?! Trilogy of Law....hahahahahah

 

-- Como foi o processo de criação da história, já que ela se passa no meio jurídico, que não é sua área de atuação?  Como foi a pesquisa?

Bom, nos enraizemos por aqui: meu marido é advogado, meus dois cunhados são, minha cunhada é, meu sogro é desembargador, e minhas duas amigas excepcionais são advogadas, no caso Jujuba e Alessandra Uzuelli.

Minha família por parte de marido inteira trabalha em órgãos judiciais.

Fiquei entre abordar um romance na área médica ( que eu poderia dar um caldo, já que sou fisioterapeuta, então alguns jargões seriam fichinha ), ou outra área. Acabei optando pela jurídica sabendo que teria uma fonte de apoio bem grande.

Jujuba fez todas as pesquisas relacionadas a algumas estruturas judiciais em Boston, já que um amigo é advogado lá.

Alessandra me enfiou goela abaixo as temporadas do The Good Wife para que eu pegasse o clima e, também criou certas situações processuais. Por exemplo, o caso da periguete que o Gabe defende no início do Absoluto. Foi ela que delineou e traçou a abordagem do caso.

Então eu pesquiso e averiguo tudo detalhadamente antes de usar determinada situação. No livro Irresistível eu fiz uma super pesquisa na estrutura de funcionamento da Secretaria de Segurança Americana.

 

Os personagens são inspirados em alguma história real?

Não. São totalmente fictícios. Bem que eu queria que o Gabe fosse um cara bem real...mas enfim...

 

Qual sua parte favorita ao escrever Irresistível?

Os diálogos entre o Alex e a Fay entre os lençóis. Adoro a parte em que eles tentam mostrar que já se conhecem bem.

Amei a cena ### onde aconteceu #### e acabou culminando no ###.

O # se for revelado é spoiler. Hahahahaha

 

Quais são suas expectativas com relação a Irresistível?

Eu espero que o Irresistível agrade tanto aos leitores quanto agradou a mim quando o escrevi. Foi o livro que mais me diverti escrevendo. Tanto que é o mais longo.

Espero que esteja a contento, que as expectativas de quem estava louco para ler não se frustrem, e que os personagens ganhem um espacinho no coração dos leitores.

 

 

PERGUNTAS GERAIS

 

 

De todos seus livros, tem algum personagem que é seu favorito? Por quê?

Puxa. Duro escolher um filho... Posso dizer que amo o James, do Tapete Vermelho, de paixão. Sou completamente cativa pela Condessa, do conto do qual vos falei, e sou super fã da Fay. E claro, adoro a safadeza tranquila do Gabe Szaloki. Droga...acabei escolhendo um monte. Hihihi

 

Você dá título aos seus livros antes ou depois de escritos?

 Durante. Hahahaahha.... o Tapete Vermelho eu só fui criar o título praticamente quando coloquei a palavra Fim.

O Absoluto veio ao longo da escrita, surgiu o apelido do Gabe e Boom! Pegou.

O livro dois eu já maquinei para que tivesse o mesmo estilo do livro 1. Um adjetivo que classificasse os personagens. Calhou que Irresistível pode ser aplicado tanto para a Fay, quanto para o Alex.

O livro 3, embora já esteja pronto, apenas em fases de ajustes daqui e dacolá, ainda não tem título definido. A pasta do arquivo dele tem o nome que pensei inicialmente, mas ainda não defini.

 

Como é sua relação com os leitores?

Eu acho que posso dizer que faço questão de me relacionar bem com cada um dos meus leitores. Eu dou atenção a cada pedido, fico feliz com cada elogio, me sinto nas nuvens quando alguém sequer me equipara a pertencer ao mesmo patamar que determinadas autoras.

Eu amo meus leitores de coração. Sem eles eu não estaria aqui, certo? Digo...como entrevistada...hahahahaah...

Uma boa enquete com os leitores é saber como eles veem as suas autoras do ponto de vista de atenção e carisma.

 

De que forma seus leitores influenciaram ao escrever os romances?

Bom, no meu blog divagante, eu uma vez fiz uma crônica zoada sobre romances épicos e as particularidades das mocinhas e mocinhos. Daí surgiu um comentário falando que deveria haver um romance onde o mocinho viesse para o futuro, tal qual o filme Kate e Leopold, e poder observar o choque deste personagem, diante das mudanças do mundo.

 

Achei engraçado e muitas meninas me instigaram a criar um conto. E criei. Um conto muito engraçado sobre um conde que se depara com uma mocinha atrevida em pleno século XXI. Surgiu aí o Conto que acabei repaginando para uma versão 2015. Ou seja...dei um F5 nele, atualizei algumas coisas, mudei outras e ele se transformou em O Retrato da Condessa. Ainda não lançado. Porque falei isso? Porque foram estes leitores que acabaram influenciando para que eu escrevesse cada vez mais.

 

Cada palavra de apoio, incentivo, elogio. Aquilo foi um super empurrão para continuar a criar histórias e mais histórias.

 

 

Porque a mudança de editora para publicação independente?

Meramente por uma questão contratual. A Editora Charme continua com os direitos do Absoluto, vem fazendo um trabalho maravilhoso e cuidando super bem do meu "filho" (Cada livro é um filho no mundo). Mas eu realmente resolvi que não tinha mais cacife para uma publicação compartilhada, onde eu entro com o investimento junto. E daí, para que o livro não ficasse encalhado, largado às traças e quem quisesse lê-lo, acabasse ficando a ver navios, resolvi eu mesma investir numa tiragem mínima, mas sem vínculo contratual, salvo comigo mesma.

Apenas isso. Infelizmente o livro não se manteve na editora do primeiro, mas eu quis honrar o compromisso de que tenho um contrato com elas, logo, preferi não apresentar as duas obras finais, a nenhuma outra editora, para evitar conflitos e etc.

Para não ficar largado no canto, resolvi jogar o Irresistível na praça e ver o que vai ser dele.

 

 

Além do último livro da trilogia, tem mais algum livro que esteja trabalhando?

 Tenho. Deixe-me ver em meus arquivos mentais. Eu tenho um finalizado super gracinha; Estou escrevendo o Tapete Vermelho sob o POV do James, aquele lindo; Estou escrevendo uma possível sequência para o TV, e algumas esquetes que já escrevi o esboço e basta apenas soltar o dedo no teclado.

Fora a Condessa, que já está tinindo e pedindo socorro pra sair do computador!

 

 

 Mande um recado para as leitoras.

 

Oi Leitoras...então...espero que vocês possam dar cada vez mais chance aos livros nacionais, que vocês possam passar a ter orgulho das autoras que temos no Brasil ( estou tentando me incluir no grupo...abafa o caso), que vocês leiam meus livros e que curtam os personagens com carinho.

Apreciem sem moderação alguma e se for ler, não dirija. Quero dizer...não dirija lendo...pode ser perigoso. Hahahahaha

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M. S. Fayes®